Venezuela vive onda de protestos após eleições, ONG venezuelana calcula morte de 6 manifestantes
Autor: Eraldo Costa
Na terça-feira (30), o Ministério Público da Venezuela anunciou a prisão de 749 manifestantes, resultantes de uma onda de protestos que eclodiu após a reeleição de Nicolás Maduro. Esses protestos começaram na sequência da declaração de vitória de Maduro, ocorrida no domingo (28).
Além das prisões, o MP informou que um membro da Guarda Armada Nacional Bolivariana morreu durante os confrontos, que também deixaram 48 feridos. A ONG Foro Penal, por sua vez, confirmou a morte de seis manifestantes desde o início da semana. Os protestos geraram atos de vandalismo em estátuas ligadas ao regime, incluindo uma de Hugo Chávez, e em instituições públicas e sedes do partido governante.

Preocupações da ONU com a situação atual
A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou preocupações com o aumento das prisões e a situação dos direitos humanos na Venezuela. O alto comissário da ONU, Volker Türk, destacou a gravidade da situação: “Centenas de pessoas foram detidas, incluindo crianças. Estou alarmado com os relatos de uso excessivo da força por agentes da lei e a violência perpetrada por indivíduos armados que apoiam o governo”.

Acusações diretas de Nicolás Maduro
Durante uma reunião do Conselho de Estado e do Conselho de Segurança, Nicolás Maduro direcionou suas acusações aos opositores Edmundo González e María Corina Machado. Ele afirmou que ambos são responsáveis pela violência atual no país. “Eu os responsabilizo por tudo o que está acontecendo na Venezuela. A justiça deve ser aplicada”, declarou Maduro.
Reação da oposição
Em resposta, María Corina Machado afirmou que a verdadeira vitória pertence a Edmundo González, afirmando: “Nós ganhamos, temos provas e agora vamos cobrar e celebrar”. A oposição denunciou também o sequestro de um líder partidário contrário ao governo.
Situação atual
A crise na Venezuela continua a se intensificar com a repressão dos protestos e a detenção de milhares de pessoas. A comunidade internacional observa de perto a situação, enquanto o confronto entre o governo e a oposição persiste.
Fonte: sbtnews.sbt.com.br / Imagem: AP Photo/Cristian Hernandez