Lista de envolvidos em tentativa de golpe de Estado deverá atingir mais de 40 nomes.
Autor: Eraldo Costa
Na nova fase da investigação do 8/01, mais três nomes são arrolados por tentativa de “Golpe de estado”; Total chega a 40, incluindo políticos de alto escalonamento, indiciados são militares, e um deles é suplente da senadora Teresa Cristina (PL-MS). Há duas semanas, PF apresentou o indiciamento de 37 pessoas, dentre elas, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os militares, são:
- Aparecido Andrade Portella — suplente da senadora Teresa Cristina (PL-MS), que foi ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro.
- Reginaldo Vieira de Abreu
- Rodrigo Bezerra de Azevedo
“Contragolpe”
A pesquisa, que faz parte da operação “Contragolpe”, envolve uma série de atividades ilícitas e supostos planos para desestabilizar o governo eleito. Entre os indicados, estão figuras políticas importantes, como militares de alta patente e ex-ministros, além de ex-assessores do governo Bolsonaro. A operação também investiga ataques às instituições, como os ataques de 8 de janeiro de 2023, e um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). .
Ações das autoridades
A PF já realizou prisões preventivas, incluindo quatro militares do Exército e um policial federal, com mandatos cumpridos em diferentes estados, como Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal. O inquérito se concentra em uma suposta conspiração orquestrada pelo gabinete presidencial para promover um golpe de Estado. Além disso, outras investigações foram conduzidas sobre atividades ilegais, como venda ilegal de joias e fraude em cartões de vacinação.
O Papel da PGR
A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisa a possibilidade de reunir essas frentes em uma única denúncia. A expectativa é que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, receba as orientações da PF nos próximos dias e possa tomar as providências legais cabíveis.
Consequências para o ex-presidente Jair Bolsonaro
A situação do ex-presidente Bolsonaro permanece em análise pela PGR. A suspeita é de que seu governo tenha formado uma organização criminosa com o objetivo de sabotar a democracia no Brasil. De acordo com informações recentes, a PF estaria investigando não apenas o golpe, mas também outras atividades ilegais envolvidas em sua administração.
Com o inquérito em seus momentos finais, a operação “Contragolpe” coloca à prova a integridade das instituições democráticas e o funcionamento da justiça no Brasil. A conclusão do caso pode resultar em desdobramentos importantes para o cenário político do país.
Próximos passos
Com o relatório final prestes a ser entregue, as autoridades aguardam as próximas fases da investigação. A expectativa é de que, com a conclusão do inquérito, novos elementos sejam revelados e a Procuradoria-Geral da República tome decisões importantes em relação aos indiciamentos.
Fonte: www.infomoney.com.br / Imagem: Reprodução redes sociais