Prefeitos de SP se mobilizam contra novos pedágios: Estado lidera ranking no Brasil com 180 praças.
A instalação de novos pedágios no Circuito das Águas Paulista está gerando uma série de discussões entre autoridades locais, empresários e moradores. Recentemente, o prefeito de Amparo se manifestou contra a implementação dessas tarifas, destacando os potenciais impactos negativos tanto na economia quanto na sociedade da região. A medida prevê a criação de até 30 novas praças de pedágio, o que tem gerado resistência significativa, principalmente entre empresários e lideranças locais, que estão se mobilizando por meio de movimentos como “Contra Novos Pedágios”.
A primeira audiência pública para a apresentação do projeto de concessão do lote rodoviário Circuito das Águas, que abrange 533 quilômetros de malha rodoviária da região. O projeto abrange os municípios de Holambra, Jaguariúna, Pedreira, Amparo, Serra Negra, Lindóia, Águas de Lindóia, Socorro, Monte Alegre do Sul, Itapira, Estiva Gerbi e Espírito Santo do Pinhal. e, gerou reações negativas de prefeitos e autoridades locais, principalmente em relação à instalação de mais de 30 praças de pedágio ao longo da malha rodoviária. A proposta foi apresentada na Câmara de Campinas nesta segunda-feira (10) por representantes do governo de São Paulo.

A Preocupação com o Turismo
O Circuito das Águas é famoso por atrair turistas que buscam suas fontes termais, gastronomia local e atividades ao ar livre. A introdução de tarifas elevadas nas rodovias pode desencorajar a visitação, prejudicando os negócios locais que dependem do turismo para se manter. Essa preocupação tem sido um dos pontos centrais no debate sobre os novos pedágios, especialmente considerando a importância da região para a economia estadual.
O Modelo de Pedágio Eletrônico (Free Flow)
Outro aspecto controverso é o modelo de pedágio eletrônico, conhecido como “Free Flow”, que não exige cancelas físicas. Embora a medida prometa agilidade, ainda existem muitas dúvidas sobre sua eficiência e a justiça tarifária, além da segurança no processo de cobrança. A proposta de modernizar a infraestrutura rodoviária gerou apoio, mas também resistência, principalmente sobre o impacto econômico nos motoristas.
Audiências Públicas e Desafios de Concessão
As audiências públicas realizadas, como a de 14 de março de 2025, trouxeram à tona as preocupações das autoridades locais, como o prefeito de Águas de Lindóia. Durante esses encontros, foi enfatizada a necessidade de revisar os contratos de concessão para garantir que as tarifas não sejam excessivas, afetando diretamente a população.
Rodovias Paulistas: Impactos e Custos
São Paulo é conhecido pela sua extensa malha rodoviária, com 180 pontos de pedágio. Dentre os trechos mais caros estão o Sistema Anchieta-Imigrantes, Rodovia Bandeirantes, Anhanguera e Castello Branco. A expansão do sistema de pedágios, com o uso de pórticos automáticos, pode tornar as tarifas mais acessíveis em trechos curtos, mas o aumento geral das taxas continua sendo uma preocupação.
O Caso do Alto Tietê
Na região do Alto Tietê, que abrange cidades como Mogi das Cruzes e Suzano, três novos pórticos estão programados. Contudo, um aumento recente de 11,7% nas tarifas gerou insatisfação local. A região será responsável por uma parte significativa das receitas de pedágio, o que pode agravar a carga financeira para os motoristas. A região do Alto Tietê é responsável por 27% das tarifas dos pedágios que sustentam a concessão das rodovias do Litoral Paulista.
Desafios Econômicos e Sociais
Os impactos econômicos dos novos pedágios são evidentes. O aumento nos custos de transporte pode afetar diretamente empresas e indivíduos, encarecendo tanto o transporte de mercadorias quanto os deslocamentos pessoais. No turismo, o aumento das tarifas pode reduzir o fluxo de visitantes e prejudicar os negócios locais. Além disso, as tarifas mais altas tendem a afetar mais as pessoas de baixa renda, que dependem das rodovias para acessar serviços essenciais.
Desvio de Tráfego e Impacto Ambiental
Outro ponto crítico é o desvio de tráfego para estradas vicinais. Essas vias não foram projetadas para suportar grandes volumes de veículos, o que pode resultar em congestionamentos e danos à infraestrutura. Esse aumento no tráfego também pode agravar a poluição, transferindo a carga de emissões para áreas antes menos impactadas.
A Necessidade de Transparência e Equilíbrio
A expansão do sistema de pedágios no Circuito das Águas e outras regiões de São Paulo continua a ser um tema polêmico. É essencial que o governo e as concessionárias adotem uma postura mais transparente e considerem as preocupações de todos os envolvidos. Garantir que os interesses da população local sejam protegidos e que as tarifas não sejam excessivas é fundamental para o sucesso de qualquer projeto de modernização rodoviária.
Fonte: www.horacampinas.com.br / Redação: eraldo Costa / Imagem: Reprodução