Presidente da Conmebol dá bola fora e aumenta polêmica com fala considerada racista.
Uma declaração infeliz do presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), Alejandro Domínguez, comparando a ausência de clubes brasileiros na Libertadores a “Tarzan sem Chita”, gerou uma onda de indignação no Brasil. A fala, proferida em um momento de crescente debate sobre o racismo no futebol, revoltou Palmeiras, CBF e o governo brasileiro, ganhando também repercussão internacional às vésperas do Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, celebrado em 21 de março.
A Fala Polêmica e o Contexto da Crise
Em meio a discussões sobre possíveis retaliações de clubes brasileiros contra casos de racismo em competições da CONMEBOL, Alejandro Domínguez minimizou a importância dos times do Brasil na Libertadores. Ao ser questionado sobre a hipótese, o presidente da entidade respondeu com a controversa analogia, que rapidamente viralizou e acirrou os ânimos.
Indignação Nacional
A reação no Brasil foi imediata e contundente. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, classificou a comparação como “abominável” e questionou a capacidade da CONMEBOL de combater o racismo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também se manifestou, repudiando veementemente a fala de Domínguez e reforçando a necessidade de respeito e igualdade no esporte.
Governo Brasileiro Cobra Postura da CONMEBOL
A gravidade da declaração levou o governo federal a se posicionar. Os Ministérios do Esporte, da Igualdade Racial e das Relações Exteriores emitiram uma nota conjunta expressando seu repúdio à fala do presidente da CONMEBOL. O governo brasileiro reiterou seu compromisso com o combate ao racismo e cobrou ações efetivas da entidade sul-americana para erradicar a discriminação no futebol.
Repercussão Ultrapassa Fronteiras
A polêmica não se limitou ao Brasil. A fala de Alejandro Domínguez ganhou destaque na mídia esportiva internacional, com veículos de diversos países noticiando a controvérsia e a forte reação brasileira. A comparação infeliz e o contexto do racismo foram pontos centrais da cobertura.
Desculpas e a Urgência da Luta Antirracista
Diante da pressão e da repercussão negativa, Alejandro Domínguez se desculpou publicamente, alegando que a expressão utilizada era uma “frase popular” e que não teve a intenção de menosprezar ninguém. No entanto, a declaração expôs a sensibilidade do tema e a urgência de ações concretas contra o racismo no futebol, especialmente com a proximidade do Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, em 21 de março.
21 de Março: Um Chamado à Ação Contra o Preconceito
A proximidade do Dia Internacional Contra a Discriminação Racial serve como um lembrete da importância de combater todas as formas de preconceito, dentro e fora dos campos de futebol. O episódio envolvendo o presidente da CONMEBOL reforça a necessidade de conscientização, educação e punição para atos racistas, para que o esporte seja um espaço de união e respeito.
Cartão Vermelho:
A polêmica declaração do presidente da CONMEBOL, às vésperas do Dia Internacional Contra a Discriminação Racial, acende um alerta sobre a persistência do racismo e a necessidade de um posicionamento firme e constante de todas as entidades e da sociedade. A resposta contundente do Brasil demonstra que a luta por igualdade e respeito é uma prioridade e que o futebol sul-americano precisa urgentemente de ações efetivas para erradicar a discriminação.
Fonte: Equipe Guarulhos em Foco / Redator: Eraldo Costa / Imagem: Reprodução