A paralisação dos ferroviários da CPTM, prevista para esta quarta-feira (26), foi cancelada após negociações com a empresa na Justiça do Trabalho. Em vez de interromper os serviços, os trabalhadores optaram por um protesto simbólico, vestindo roupas pretas e informando os passageiros sobre sua oposição à concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada.
Decisão Dividida na Assembleia
A decisão de não cruzar os braços foi apertada: por 23 votos a 20, os ferroviários aceitaram a proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O acordo permite que a categoria siga em estado de greve e realize manifestações até sexta-feira (28), quando está previsto o leilão das linhas.
Negociações e Criação de Comissão
Para garantir um processo de transição mais transparente, o Ministério Público do Trabalho sugeriu a criação de uma comissão, incluindo representantes dos ferroviários. A CPTM também se comprometeu a acionar um plano emergencial para reduzir impactos aos usuários.
Leilão e Expectativas para o Transporte
O governo estadual prevê investir R$ 14,3 bilhões na concessão, prometendo melhorias operacionais e ampliação da infraestrutura ferroviária. O plano inclui a construção de oito novas estações, reforma de 24 já existentes e eliminação de passagens em nível para garantir mais segurança.
Preocupação com o Futuro dos Trabalhadores
Mesmo sem greve, a categoria continua mobilizada. Caso não haja garantias concretas sobre seus direitos após a concessão, uma nova assembleia poderá ser convocada. O debate sobre o impacto da privatização segue intenso, com protestos de trabalhadores e discussões sobre a necessidade de participação ativa dos ferroviários no futuro do transporte sobre trilhos.
Fonte: /www.estadao.com.br / Redator: Eraldo Costa / Imagem: Reprodução