Modelo busca ampliar o número de famílias atendidas sem elevar o custo da obra
A Prefeitura de Guarulhos anunciou um novo projeto habitacional, A Casa é Minha, com a construção de 12 moradias em formato de edifício multifamiliar. A proposta foi aprovada pelos conselhos municipais ligados à habitação e visa ocupar melhor o espaço urbano, permitindo que mais famílias sejam atendidas em um mesmo terreno.
O que é uma unidade multifamiliar?
É uma construção que abriga diferentes famílias em apartamentos separados dentro do mesmo edifício. Algo como o velho conhecido “prédio de moradia popular”, mas com uma roupagem atual: mais funcional, mais econômico e pensado para a realidade de quem mais precisa, link mostra mais detalhes
Considerações
A edificação multifamiliar é uma solução estratégica para atender à crescente demanda por moradia nas grandes cidades, otimizando o uso do solo e melhorando a eficiência dos espaços urbanos. Embora apresente alguns desafios, como a convivência entre moradores e a manutenção das infraestruturas, suas vantagens, como a acessibilidade econômica e a valorização imobiliária, fazem dessa modalidade de construção uma das mais importantes do mercado imobiliário atual.
Política pública com retorno
A iniciativa marca a retomada da construção direta de moradias pela administração municipal, prática comum nos anos 2000, mas deixada de lado nos últimos anos. Segundo o secretário de Habitação, Pastor Anistaldo, há pelo menos oito anos o município não erguia um conjunto habitacional com recursos próprios.
A diferença principal entre um “prédio de moradia popular com apartamentos” e “unidades de edifício multifamiliar” reside no propósito e no público-alvo, embora ambos sejam tipos de edifícios multifamiliares:
- Prédio de Moradia Popular com Apartamentos:
- Propósito: O objetivo principal é fornecer moradia acessível a populações de baixa renda.
- Design e Construção: Geralmente, o design prioriza a funcionalidade, a eficiência de custos e a alta densidade. Os materiais e acabamentos tendem a ser mais básicos para manter o preço baixo.
Seleção prioriza quem mais precisa
As novas unidades farão parte do programa municipal A Casa é Minha. A distribuição seguirá critérios técnicos do Departamento de Ação Comunitária (DAC), priorizando famílias em situação de vulnerabilidade que estão no topo da fila por moradia na cidade.
Modelo pode ser replicado
À medida que as cidades crescem e a urbanização se intensifica, a edificação multifamiliar se torna uma peça-chave para o planejamento urbano, proporcionando um equilíbrio entre a necessidade de mais moradias e a preservação do meio ambiente.
Se a experiência der certo — e tudo indica que sim — a proposta é ampliar o modelo para outros terrenos públicos. O que vai começar com doze unidades pode se tornar uma política urbana mais consistente, digna de tempos que pedem menos discurso e mais concreto.














