O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo confirmou que o metanol encontrado em garrafas de bebidas alcoólicas apreendidas pela Polícia Civil foi adicionado intencionalmente, e não é resultado da destilação natural. As análises identificaram altas concentrações da substância em dois lotes avaliados, o que reforça a hipótese de adulteração dos produtos.
Contexto da investigação:
Em nota, a polícia destacou que não irá divulgar a quantidade de garrafas examinadas, o percentual de metanol encontrado ou os locais das apreensões, sob o argumento de que a divulgação dessas informações pode atrapalhar as investigações em andamento.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou na terça-feira (7) que a Polícia Federal apura se o metanol utilizado na adulteração seria proveniente de cargas abandonadas após operações contra a infiltração do crime organizado em postos de combustíveis e no sistema financeiro.
Situação em São Paulo:
Até terça-feira (7), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo havia registrado 18 casos confirmados de intoxicação por metanol. Outras 38 suspeitas foram descartadas após exames clínicos, enquanto 176 notificações seguem em análise. O estado já contabiliza 10 mortes associadas ao consumo de bebidas adulteradas, sendo três confirmadas e sete ainda em investigação.
Risco à saúde:
Embora o metanol possa estar presente em pequenas quantidades durante o processo natural de destilação, os níveis detectados nas bebidas apreendidas indicam adição externa. A substância é altamente tóxica: pode causar intoxicação, cegueira, danos neurológicos permanentes ou até a morte.
A polícia não divulgou quantas garrafas foram examinadas nem os locais exatos das apreensões, alegando que isso poderia comprometer apurações. O Ministério da Saúde deve divulgar novo boletim nacional sobre os casos nesta quarta-feira (8).
Fonte: www.oglobo.globo.com / Redação: Eraldo Costa / Imagem: Divulgação














