Com quase 30 anos de atuação e milhões de clientes em todo o Brasil, a operadora Oi enfrenta um dos períodos mais críticos de sua história. As federações de trabalhadores do setor de telecomunicações — FENATTEL, FITRATELP e FITTLIVRE, emitiram nesta terça-feira (28) um comunicado alertando sobre o risco de falência da empresa a partir de 01 de novembro, em meio à recuperação judicial conduzida pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A trajetória da Oi acompanha a evolução das telecomunicações no Brasil:
- 1998: Criação da Telemar a partir da privatização da Telebrás.
- 2001: Surge a marca “Oi” para telefonia celular.
- 2007: Oi unifica todos os serviços e substitui a Telemar.
- 2009: Compra da Brasil Telecom, expandindo sua atuação nacional.
- 2022: Venda da operação de telefonia móvel para Claro, TIM e Vivo.
- 2025: Foco em internet fibra óptica e serviços corporativos.
Atualmente, em São Paulo, a Oi mantém internet banda larga por fibra óptica (Oi Fibra), telefonia fixa e serviços para empresas, enquanto a telefonia móvel já foi transferida para outras operadoras.
Riscos e descontinuidade
Segundo os sindicatos, a empresa não cumpriu o pagamento de uma parcela do PPR 2024, prejudicando centenas de trabalhadores. Além disso, não houve diálogo com os interventores judiciais sobre o destino das subsidiárias SEREDE e Tahto, que garantem boa parte do atendimento e manutenção da rede.
“A Oi é gigante e tem patrimônio para sair da crise. Faltam vontade e coragem para decidir a favor dos trabalhadores”, afirma João de Moura Neto, presidente da FITRATELP.
Impactos para consumidores
Para clientes, o principal impacto é a continuidade dos serviços de internet e telefonia fixa. A empresa ainda opera sob supervisão judicial, mas é prudente manter pagamentos em dia e registrar protocolos de atendimento, caso ocorram falhas ou cancelamentos. A infraestrutura de fibra óptica da Oi é utilizada por outras operadoras; caso haja liquidação, novos fornecedores podem assumir contratos, afetando velocidade, atendimento e valores.
Perspectivas e confiança
A empresa resultou em parte da privatização do sistema Telebrás (em 1998), a holding que se tornou Telemar Participações (TmarPart) foi privatizada, e posteriormente a Telemar evoluiu para a Oi. A história da operadora revela que a confiança se edifica por meio da transparência e de bases sólidas. Em um mundo cada vez mais digital, consumidores e trabalhadores esperam que a comunicação, essência da vida moderna, não seja posta em risco por decisões tomadas sem diálogo.
Fonte: www.convergenciadigital.com.br / Redação: Eraldo Costa / Imagem: Ilustração/Orelhão anos 80














