O príncipe William, herdeiro do trono do Reino Unido, escolheu o Brasil para sua primeira viagem oficial à América Latina — e não veio só para assistir: colocou a mão na massa (ou melhor, na lama) e plantou mudas de manguezal na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro.
O evento ocorreu nesta terça-feira (4 de novembro) na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, que abriga a maior reserva de manguezais do estado do Rio de Janeiro. Acompanhado por representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o príncipe plantou espécies nativas como mangue-vermelho, mangue-branco e mangue-preto.
“Na próxima vez em que eu vier, isso tudo vai ser mangue”, disse William, demonstrando entusiasmo com a biodiversidade brasileira.
A ação faz parte da agenda ambiental do príncipe no Brasil, que inclui eventos relacionados à COP30 — a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, que ocorrerá em Belém (PA). William representará seu pai, o rei Charles III, no encontro, seguindo os passos do monarca, que já participou de ações de reflorestamento no país.
Um gesto simbólico e prático
visita faz parte da agenda climática do herdeiro real, que inclui compromissos ligados à COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, que acontecerá em Belém (PA). William representará o rei Charles III, conhecido defensor de causas ambientais e participante de ações de reflorestamento no Brasil em décadas anteriores.
Um gesto simbólico e prático
Para os moradores e ambientalistas locais, o gesto de William teve um impacto profundo.
“Imagina um príncipe vir aqui na nossa área de manguezais, uma pessoa simples, pôr a mão na lama junto com a gente?”, disse Eugênia Maria dos Santos, presidente da Cooperativa Manguezal Fluminense. “É importante para mostrar o valor do manguezal..”

A reserva de Guapimirim tem cerca de 5.500 hectares de florestas em boas condições — uma área ligeiramente maior que o município de Balneário Camboriú (SC). O local abriga 242 espécies de pássaros, 167 de peixes, 34 de répteis e 32 de mamíferos, destacando-se como um dos mais ricos ecossistemas costeiros do país.
Antes de chegar ao manguezal, William visitou a ilha de Paquetá, na zona norte do Rio, onde interagiu com moradores e conversou com lideranças locais. Em seguida, seguiu em uma comitiva composta por seis embarcações, incluindo duas da Polícia Federal e dois jet skis do Corpo de Bombeiros, passando por um viveiro de cultivo de peixes na Baía de Guanabara.
Agenda intensa no Rio
Além do plantio, o príncipe cumpriu outros compromissos na cidade. Na segunda-feira (3), recebeu do prefeito Eduardo Paes a chave da cidade do Rio de Janeiro, visitou o Maracanã para um encontro com jovens lideranças e encerrou o dia jogando vôlei de praia com a atleta olímpica Carol Solberg na orla de Copacabana.
Nesta terça, ainda participou de um encontro com autoridades e lideranças empresariais para discutir investimentos na proteção da floresta.
Cenário delicado
A visita ocorre em um momento desafiador para o Rio de Janeiro. O confronto recente no Complexo do Alemão e na Penha deixou 121 mortos, escancarando os desafios da violência urbana e do crime organizado na chamada “Cidade Maravilhosa”.
Paralelamente, a família real britânica enfrenta turbulências internas. O príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi recentemente despojado de seus títulos honoríficos e da residência oficial após acusações ligadas ao caso Jeffrey Epstein, o que adiciona um pano de fundo complexo à projeção internacional da monarquia.
Earthshot Prize: o “Oscar da sustentabilidade”
Criador do Prêmio Earthshot — muitas vezes chamado de “Oscar da sustentabilidade” —, William tem se dedicado globalmente a iniciativas de conservação ambiental. O prêmio reconhece soluções inovadoras para os maiores desafios ecológicos do planeta, e sua cerimônia no Rio faz parte da estratégia de engajamento com parceiros latino-americanos antes da COP30.
Com essa visita, o príncipe reforça não apenas seu compromisso com o meio ambiente, mas também a relevância do Brasil como ator central nas discussões climáticas globais.
Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br / Redação: Eraldo Costa / Imagem: Nano Banana














