Embora a comparação seja inevitável aos olhos da opinião pública, a decisão de Moraes parece traçar uma linha divisória entre a negligência e a intenção. No caso de Collor, a defesa alegou um desligamento involuntário por falta de carga, o que foi interpretado pelo ministro como uma falha de adaptação, passível de um “cartão amarelo”.
Por outro lado, o relatório que embasou a prisão de Bolsonaro aponta para uma tentativa de violação física do equipamento. Para o STF, isso configura uma ação deliberada de rompimento das medidas cautelares, sugerindo risco de fuga ou desobediência ativa, o que juridicamente difere da simples falta de bateria alegada por Collor.
O Peso da Reincidência e da Saúde
A manutenção de Collor em casa foi sustentada, à época, por sua defesa alegar que o ex-senador não agiu de má-fé. Moraes, contudo, foi enfático ao dizer que a tolerância não se repetiria. Agora, a defesa de Bolsonaro tenta provar que o ex-capitão merece a mesma benevolência interpretativa, focando na questão humanitária de saúde.
Hoje das 8h até as 20h o STF Vota para julgar a permanência da prisão da PF de Jair Bolsonaro após tentativa de violação da tornozeleira eletrônica que segue com o Min. Alexandre de Moraes e o Min. votando a favor da prisão preventiva. Seguindo a ordem de votação da Primeira Turma do STF (que geralmente ocorre do ministro mais moderno para o mais antigo, após o relator), o próximo a votar deverá ser o Ministro Cristiano Zanin.
A Ministra Cármen Lúcia, sendo a decana (a mais antiga) do colegiado, deve votar por último, encerrando o julgamento.
Fonte: Metropoles / Redação: Eraldo Costa / Imagem: Nano Banana














