A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para ampliar o atendimento religioso prestado a ele no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por participação na tentativa de golpe de Estado.
O pedido foi protocolado na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, e está sob análise do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.
Pedido formal da defesa
De acordo com a petição, os advogados requerem que o padre católico Paulo M. Silva passe a integrar o grupo de assistência religiosa já autorizado, mantendo as mesmas regras, periodicidade e duração dos encontros previamente estabelecidos pela Corte.
A defesa sustenta que a ampliação do atendimento espiritual respeita o direito constitucional à liberdade religiosa e não altera as condições de custódia já definidas.
Regras atuais para atendimento religioso
Na decisão que autorizou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, Moraes permitiu assistência religiosa semanal, com duração máxima de uma hora, às terças-feiras ou sextas-feiras.
Até o momento, estão autorizados a realizar as visitas o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor evangélico Thiago Macieira Manzoni, após solicitação expressa do próprio ex-presidente por atendimento evangélico.
Quem é o padre solicitado
O padre Paulo M. Silva já havia recebido autorização judicial para visitar Bolsonaro durante o período em que o ex-presidente esteve em prisão domiciliar. No entanto, a visita foi cancelada após Bolsonaro romper a tornozeleira eletrônica em novembro de 2025, o que resultou em sua prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal.
Com a mudança de regime e local de custódia, tornou-se necessária uma nova autorização judicial para o retorno do atendimento religioso católico.
Situação atual do pedido
Até a decisão do STF, o atendimento espiritual permanece restrito aos líderes religiosos já autorizados. A inclusão do padre dependerá de manifestação expressa de Alexandre de Moraes.
O caso se soma a uma série de pedidos administrativos e judiciais apresentados pela defesa desde o início do cumprimento da pena, todos analisados individualmente pelo Supremo.
Fonte: g1.globo.com / Redação: Eraldo Costa / Imagem: IA/GPT














