A prisão do piloto da LATAM Sérgio Antônio Lopes, realizada dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, pode ser apenas a ponta de um esquema criminoso de abuso infantil com ramificações em vários estados. A Operação “Apertem os Cintos”, que culminou com a detenção, investiga a extensão de uma rede que operava há pelo menos oito anos.
As análises iniciais do material apreendido com o acusado indicam a possível existência de vítimas além das dez já identificadas em São Paulo. A polícia trabalha para confirmar essas ligações e identificar crianças em outras unidades da federação.
Expansão das investigações
A investigação, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, tomou um novo rumo após a apreensão de dispositivos eletrônicos. Esses equipamentos continham evidências que apontam para a participação de outras pessoas e a localização de vítimas em diferentes regiões do país.
A delegada Ivalda Aleixo, responsável pelo caso, destacou a complexidade das investigações. Ela afirmou: “O material coletado sugere que a rede não se limitava a São Paulo. Estamos seguindo todas as pistas para mapear a real extensão desses crimes”.
Próximos passos da Operação
Os investigadores agora se dedicam a:
- Cruzar os dados financeiros, como transações por Pix, para rastrear possíveis pagamentos a indivíduos em outros estados.
- Analisar minuciosamente a comunicação do piloto e dos outros detidos em aplicativos de mensagem.
- Colaborar com polícias civis de outras unidades da federação para compartilhar informações e inteligência.
Vítimas e investigação
Até o momento, a polícia identificou dez vítimas no estado de São Paulo. Entretanto, a análise do material apreendido no celular do piloto revelou imagens de dezenas de outras crianças, indicando que o número real de vítimas pode ser maior e incluir outros estados. Uma das vítimas começou a sofrer abusos aos oito anos de idade.
As acusações contra o piloto incluem crimes graves como estupro de vulnerável, exploração sexual infantil e produção de material de abuso. A LATAM, por sua vez, informou ter iniciado uma apuração interna e que coopera com as autoridades.
A operação continua ativa, e novas prisões ou identificações de vítimas em outros estados são consideradas prováveis pelas autoridades policiais.
Fonte: Veja / Redação: Eraldo Costa / Imagem: São Paulo (Polícia Civil-SP/Divulgação)














