Doze horas após ser preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, foi encontrado desacordado em cela da Polícia Federal em Belo Horizonte.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” nas investigações, morreu dose horas após ser preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Ele foi encontrado desacordado na cela da Polícia Federal em Belo Horizonte. Segundo informações oficiais, houve “tentativa de autoextermínio”, e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência realizou os primeiros socorros antes da remoção ao hospital, onde o óbito foi confirmado.
Registro internos
A Polícia Federal comunicou o caso ao Supremo Tribunal Federal e informou que as circunstâncias serão apuradas. Além disso, a corporação deve instaurar um procedimento interno para esclarecer os fatos.
As câmeras registraram toda a rotina da prisão de Mourão, e a PF se comprometeu a entregar todo o material para perícia.
Contexto da investigação
Mourão era apontado como operador de um núcleo investigado por monitoramento de adversários, acesso indevido a informações e possíveis crimes financeiros relacionados ao caso Daniel Vorcaro. A operação também resultou na prisão de outros investigados e no bloqueio de bens bilionários.
De acordo com decisões judiciais, mensagens apreendidas indicam planejamento de intimidações e estratégias de acompanhamento de pessoas consideradas críticas ao grupo econômico sob investigação.
Os quatro presos e seus papéis
Além de Mourão, foram detidos o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como líder da organização criminosa, um servidor do Banco Central, acusado de fornecer informações privilegiadas, e um policial aposentado, integrante de um núcleo de vigilância clandestina. A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos.
Delação e risco de “queima de arquivo”
O encaminhamento de Vorcaro ao presídio de Guarulhos, após a audiência de custódia realizada pelo STF, que ratificou sua prisão, abre espaço para uma possível delação premiada, já que ele é considerado uma peça central no esquema e detém informações estratégicas.
A morte de Mourão, por sua vez, levanta suspeitas sobre o risco de “queima de arquivo”, pois ele poderia comprometer o grupo com revelações importantes. O episódio adiciona complexidade às investigações e reforça a necessidade de medidas de segurança adicionais.
Texto e Concepção de Imagem: Eraldo Costa | 📷: IA / Qwen














