Mudança no comando da Polícia Civil ocorre em meio à investigação sobre suspeitas de regalias ao ex-presidente da Câmara de São Paulo, cuja transferência pode representar condições de custódia mais restritivas

O delegado Alexandre Batalha assumiu, em 19 de outubro, o comando da Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes, após a saída de Margarete Barreto, afastada em meio à investigação sobre possíveis privilégios concedidos a Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo.
Nesta terça-feira (20), foi determinada a transferência de Leite para o Centro de Detenção Provisória II (CDP II) de Guarulhos, mudança que pode representar um endurecimento das condições de custódia do investigado, diante das suspeitas de tratamento privilegiado na unidade anterior.
Investigação apura possíveis regalias
A apuração conduzida pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil, busca esclarecer se Milton Leite recebeu tratamento diferenciado durante sua permanência na cadeia pública de Mogi das Cruzes.
Entre os pontos investigados estão suspeitas de visitas fora dos horários permitidos, entrada de objetos proibidos e acesso a áreas restritas. A operação também resultou no afastamento de policiais e de um carcereiro, além da apreensão de dinheiro com um dos servidores investigados.
Transferência para Guarulhos
A transferência para o CDP II de Guarulhos ocorre após a repercussão das denúncias sobre as condições de custódia em Mogi das Cruzes. A mudança de unidade pode limitar eventuais privilégios, mas não é possível afirmar, sem informações oficiais sobre o regime de custódia, que houve efetivamente um endurecimento das condições de prisão.
Milton Leite está preso no contexto de uma investigação sobre suspeitas de corrupção e possíveis vínculos com irregularidades no sistema de transporte público de São Paulo. Ele nega envolvimento nos crimes investigados, e sua defesa contesta as acusações.
A nomeação de Alexandre Batalha e a transferência do investigado são fatos distintos, embora ocorram no mesmo contexto de apuração de possíveis irregularidades. As investigações continuam, e os afastamentos não representam condenação dos envolvidos.
Fonte: G1/Mogi / Redação: Eraldo Costa / Imagem: créditos/G1













