Além da condução coercitiva, Bolsonaro deverá cumprir uma série de medidas restritivas. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica
Nesta sexta-feira (18), Jair Bolsonaro foi conduzido pela Polícia Federal até a sede do órgão em Brasília. A ação ocorre após o cumprimento de mandados de busca e apreensão em sua residência, no Jardim Botânico, e também na sede nacional do Partido Liberal (PL). A medida marca um novo estágio da investigação que apura tentativa de golpe e envolvimento em organização criminosa.
A condução, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, não configura prisão, mas sim uma medida cautelar autorizada com o objetivo de garantir a coleta de depoimentos sob controle judicial, evitar destruição de provas e impedir fuga



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Medidas restritivas ampliam vigilância sobre Bolsonaro
Além da condução coercitiva, Bolsonaro deverá cumprir uma série de medidas restritivas. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de contato com outros investigados e a limitação do uso de redes sociais. Há também uma ordem expressa que impede o ex-presidente de se aproximar de embaixadas, especialmente as dos Estados Unidos e da Argentina, países que teriam sido cogitados como destino para eventual asilo.
Outro ponto imposto é o cumprimento de horário de recolhimento, o que restringe sua liberdade de circulação em determinados períodos do dia. Segundo fontes ligadas à investigação, o objetivo é conter qualquer tentativa de articulação paralela ou evasão.
PL também é alvo de busca e documentos são apreendidos
A operação não se limitou ao entorno pessoal de Bolsonaro. A sede do PL, partido ao qual é filiado, também foi alvo de buscas. A Polícia Federal recolheu documentos, celulares e registros financeiros que, segundo os investigadores, podem indicar o envolvimento da legenda em movimentações estratégicas ligadas à tentativa de subversão da ordem democrática.
Com isso, a investigação avança sobre estruturas partidárias e amplia o campo de análise dos vínculos políticos e logísticos que sustentariam as ações em apuração.
Clima político se acirra com novos desdobramentos
A condução do ex-presidente à sede da PF causou forte repercussão nos bastidores do Congresso e entre lideranças partidárias. Parlamentares aliados reagiram com críticas à decisão judicial, enquanto oposicionistas apontaram a medida como necessária para a proteção do processo democrático.
Nos próximos dias, o Supremo deve decidir se as medidas cautelares serão mantidas, ampliadas ou transformadas em outras sanções. Juristas ouvidos pela imprensa consideram que a condução de Bolsonaro representa um marco simbólico e jurídico na condução da investigação, especialmente por se tratar de um ex-chefe do Executivo.
Fonte: iclnoticias.com.br / Redação: Eraldo Costa / Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Foto: Cristiano Mariz/O Globo














