Companhia voltou a operar as linhas por período inicial de até 90 dias; medida busca garantir qualidade do serviço e prevenir novas falhas; Artesp acompanha operação em tempo real
O Governo de São Paulo acompanha, desde as primeiras horas desta sexta-feira (24), a retomada da operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e do Serviço Expresso Aeroporto pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que operam com normalidade. Equipes da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e da companhia ferroviária monitoram a circulação dos trens pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da CPTM.
A CPTM voltou à operação das linhas por um período inicial de até 90 dias. A medida foi determinada pelo Governo de São Paulo e pela Artesp após falhas registradas nos primeiros dias da operação sob responsabilidade da concessionária, que afetaram a prestação do serviço aos passageiros.



A decisão, prevista no contrato de concessão, tem como objetivo assegurar a continuidade e a qualidade do atendimento, reduzir os impactos aos usuários e prevenir novas ocorrências. Durante o período, a Artesp manterá o acompanhamento permanente da operação e avaliará o cumprimento das obrigações contratuais.
“Neste momento, a Artesp faz o acompanhamento e vai fiscalizar toda a operação. O que aconteceu ontem foi muito grave, por isso estamos agindo justamente para não acontecer mais”, afirma o diretor-presidente da Artesp, André Isper.
A fiscalização ocorre em tempo real, com o acompanhamento de indicadores como intervalos entre os trens, regularidade das viagens, disponibilidade da frota, ocorrências operacionais e atendimento prestado aos passageiros.
Estrutura da CPTM
A CPTM mobilizou profissionais das áreas de operação, manutenção, engenharia, segurança e atendimento para a retomada do serviço. A companhia possui corpo técnico, estrutura operacional e experiência na gestão das linhas, que eram operadas pela empresa antes do início do processo de transição para a concessionária.



“Foi um trabalho de retomada muito rápido, porque a CPTM ainda estava mobilizada e preparada. A Companhia está preparada e tem o conhecimento e a capacidade técnica para esta retomada dos serviços pelo prazo determinado pela Artesp, ofertando serviço de qualidade e principalmente transferindo o conhecimento para a concessionária”, diz o presidente da CPTM, Michael Cerqueira.
Apuração das falhas
Paralelamente à retomada da operação pela CPTM, a Artesp instaurou procedimento para identificar as causas das falhas registradas e apurar eventual responsabilidade da concessionária pelas ocorrências que afetaram o serviço. A agência poderá adotar as medidas administrativas e aplicar as penalidades previstas no contrato, de acordo com as conclusões da apuração. O contrato de concessão estabelece mecanismos de fiscalização, responsabilização e intervenção que permitem ao poder público atuar diante de problemas na prestação do serviço.
O diretor-presidente da Artesp, André Isper, também explicou que foi aberto um comitê para investigar o que provocou os danos ao trem, constituído pela Artesp, CPTM, concessionária e a fabricante do trem.
A agência reforça que os contratos de concessão estabelecem mecanismos claros de fiscalização e responsabilização e que atuará com rigor para assegurar o cumprimento das exigências contratuais e a qualidade do serviço prestado à população.
Fonte: Artesp / CPTM / Governo do Estado de São Paulo / Redação / Imagem: Divulgação














