Operação na Serra Catarinense combina localização por celular, aeronaves especializadas, sensores, drones e equipes terrestres para tentar encontrar a aeronave
As buscas pelo helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, entraram no segundo dia nesta terça-feira (22), na Serra de Santa Catarina. A aeronave perdeu contato durante o trajeto entre Porto Belo e a região de São Joaquim e ainda não foi localizada. Renner não estava no voo.
A operação reúne Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Polícia Militar e Força Aérea Brasileira (FAB). Além das equipes em terra, a força-tarefa utiliza cães de busca, drones e aeronaves especializadas.
O celular ajuda a reduzir a área de procura
Um dos elementos importantes para definir os pontos de busca foi o último sinal de celular registrado por um dos ocupantes. A informação ajudou a direcionar as equipes para uma área próxima de São Joaquim, enquanto outro ponto, em Urubici, também havia sido indicado inicialmente como possível local da aeronave.
Os dois locais ficam separados por aproximadamente 30 quilômetros, mostrando como pequenas informações podem alterar a estratégia durante uma operação desse tipo.
Radar e sensores conseguem enxergar além do olho humano
A FAB utiliza o SC-105 Amazonas, aeronave especializada em missões de busca e salvamento. O avião possui radar de busca, sensores eletro-ópticos e infravermelhos, além de sistemas que integram as informações captadas durante a operação.
O sensor infravermelho permite identificar diferenças de temperatura e pode auxiliar na localização de pessoas ou objetos mesmo com pouca iluminação. Já o radar amplia a capacidade de varredura de grandes áreas.
Na prática, a tecnologia não substitui os profissionais. Ela ajuda a reduzir o espaço de procura e indicar pontos que precisam ser examinados pelas equipes.
Drones e câmeras térmicas ganham espaço
No caso de Santa Catarina, os bombeiros também utilizam drones, inclusive com recursos de imagem térmica. Esses equipamentos são especialmente úteis em regiões de mata e terrenos onde uma aeronave tripulada enfrenta limitações de visibilidade ou segurança.
Nesta terça-feira, a operação recebeu ainda o reforço de cães especializados em busca e resgate, juntamente com novos bombeiros e viaturas para alcançar áreas de difícil acesso.
Onde entra a inteligência artificial
A evolução mais recente está na capacidade de analisar grandes quantidades de imagens e informações em pouco tempo.
A FAB mantém pesquisas para utilizar inteligência artificial na detecção de destroços de aeronaves. O desenvolvimento envolve visão computacional e análise automatizada de imagens, tecnologia que pode ajudar os operadores a identificar objetos de interesse em áreas extensas.
O próprio planejamento tecnológico do sistema brasileiro de busca e salvamento prevê o desenvolvimento de IA para sensores embarcados no SC-105 e a utilização de drones em missões SAR.
Isso significa que a IA pode atuar como uma ferramenta de triagem e análise, enquanto a confirmação continua dependendo das equipes especializadas.
Redes sociais também ajudam a reconstruir os últimos momentos
Antes do desaparecimento, Rick publicou imagens da viagem nas redes sociais. Os registros mostram momentos anteriores ao embarque e passaram a ser analisados pela imprensa e por pessoas que acompanham o caso.
Renner também se manifestou publicamente e pediu orações pelas equipes e pelos ocupantes. Familiares, amigos e fãs passaram a compartilhar informações e atualizações nas redes sociais.
No entanto, informações produzidas nas redes sociais não substituem a confirmação das autoridades. Em operações de busca, uma informação falsa pode deslocar equipes para uma área sem relação com o desaparecimento e consumir recursos importantes.
Uma busca que reúne tecnologia e trabalho humano
A operação mostra como uma busca aérea moderna combina diferentes recursos. Celulares ajudam a delimitar áreas, radares ampliam a varredura, sensores infravermelhos procuram sinais térmicos, drones alcançam áreas restritas, cães atuam no solo e sistemas computacionais ajudam a organizar informações.
A inteligência artificial acrescenta uma nova camada a esse processo, principalmente na análise de imagens e na identificação de possíveis objetos de interesse. Ainda assim, a confirmação de qualquer localização depende das equipes de busca e das autoridades responsáveis pela operação.
Até a manhã desta terça-feira (22), o helicóptero e seus ocupantes ainda não haviam sido localizados. As buscas permanecem concentradas na Serra Catarinense, enquanto as equipes ampliam a área de procura de acordo com novas informações.
Fonte: Força Aérea Brasileira FAB / UOL/G1 | Concepção do Texto e Imagem: Eraldo Costa | 📷: IA | GPT













