Alto Tietê registra mais de 272 mil ausências no primeiro turno das eleições
O primeiro turno das eleições municipais, realizado no domingo (4), registrou uma significativa taxa de abstenção na região do Alto Tietê. De acordo com os dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 272 mil eleitores não compareceram às urnas. Este número representa 22,25% do total de cidadãos aptos a votar nas dez cidades que compõem a região.
O eleitorado regional soma 1.224.098 pessoas. Deste total, 951.716 cumpriram seu dever cívico, o que equivale a 77,75% dos inscritos. A discrepância entre presentes e ausentes revela um cenário de desmobilização em mais de um quinto da população eleitoral local.
Mogi das Cruzes lidera em números absolutos
Entre os municípios, Mogi das Cruzes apresentou o maior volume de faltas, com 77.474 ausências. A cidade, que possui o maior colégio eleitoral da região, contou com 256.301 votantes dentre os 333.775 aptos. Em termos percentuais, a taxa de abstenção mogiana foi de 23,21%, a terceira mais alta do Alto Tietê.
Itaquaquecetuba segue na sequência, tanto em números absolutos quanto percentuais. O município registrou 61.945 faltas, o que corresponde a 24,02% do seu eleitorado. Suzano também apresentou índices elevados, com 53.694 ausências, totalizando uma taxa de 22,81%.
Disparidade nas taxas de participação
Enquanto algumas cidades enfrentaram altos índices de ausência, outras mantiveram uma participação mais robusta. Biritiba-Mirim registrou a maior taxa de abstenção da região, atingindo 24,04%. Dos 24.212 eleitores aptos, 5.820 não votaram.
Na outra extremidade, Poá destacou-se pela menor taxa de abstenção, com apenas 18,88%. Dos 89.811 eleitores poaenses, 72.857 compareceram aos locais de votação. Salesópolis, embora tenha o menor número absoluto de faltas (2.811), ficou com a segunda menor taxa percentual, de 19,09%. Ferraz de Vasconcelos fechou o grupo das cidades com menor abstenção, registrando 19,61%.
Impacto da abstenção no resultado eleitoral
A alta taxa de ausências pode influenciar a dinâmica política local. Especialistas apontam que a não participação de mais de 272 mil eleitores reflete desafios na mobilização partidária e possíveis insatisfações com as opções disponíveis. “A abstenção é um termômetro importante para medir o engajamento da sociedade com a democracia representativa”, analisam cientistas políticos.
Os dados do TSE servem como base para que partidos e candidatos ajustem suas estratégias para o segundo turno, caso haja necessidade. A compreensão desses padrões de comportamento eleitoral é fundamental para a análise do cenário político regional.
Fonte: g1 > Mogi das Cruzes e Suzano / Redação: Eraldo / Imagem: Gladys Peixoto/g1













