Ex-presidente da Câmara de São Paulo é investigado na Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de infiltração do crime organizado no transporte público; defesa nega envolvimento em ilegalidades
A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite (União Brasil). A decisão, divulgada em 15 de outubro, também alcança outros investigados na Operação Vectura Corrupta, que apura a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. <Cite refs={[“turn690601news11″,”turn690601search1”]}/>
Leite está preso desde 18 de setembro, quando se apresentou à Polícia Civil em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A prorrogação foi solicitada para permitir o avanço das investigações, especialmente a análise de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos apreendidos durante a operação.
Investigação envolve empresas de ônibus
Segundo os investigadores, Milton Leite seria responsável por decisões relacionadas a empresas de transporte supostamente controladas pela organização criminosa. O Ministério Público também aponta que ele seria o proprietário de fato da Transwolff, empresa que operou linhas de ônibus na capital paulista.
A investigação busca esclarecer possíveis conexões entre integrantes do PCC, empresários e agentes públicos, além de identificar como o grupo teria exercido influência sobre empresas e decisões relacionadas ao transporte coletivo.
O nome do ex-vereador aparece em conversas atribuídas a investigados e em relatos reunidos durante as apurações. A análise do material eletrônico é considerada importante para esclarecer as relações entre os envolvidos.
Milton Leite nega as acusações e afirma que não cometeu crimes. A defesa sustenta que ele é inocente e confia no andamento das investigações. <Cite refs={[“turn690601search0″,”turn690601search1”]}/>
Ministério Público apura possíveis regalias na prisão
Paralelamente à investigação sobre o transporte público, o Ministério Público e a Corregedoria da Polícia Civil apuram suspeitas de tratamento privilegiado ao ex-vereador na cadeia pública de Mogi das Cruzes.
Em operação realizada em 16 de outubro, foram apreendidos R$ 155 mil e cerca de US$ 10 mil com um carcereiro suspeito de facilitar irregularidades. Também foram realizadas buscas em unidades policiais e em um imóvel. As autoridades investigam possíveis visitas fora dos horários permitidos e a entrada de objetos não autorizados. <Cite refs={[“turn690601news20″,”turn690601news15”]}/>
A defesa de Milton Leite nega que ele tenha recebido regalias e afirma que o ex-parlamentar está submetido às mesmas regras dos demais presos.
A prorrogação da prisão temporária permite a continuidade das diligências, mas não representa condenação. As responsabilidades dos investigados ainda dependem da apuração dos fatos e da análise judicial das provas.
Fonte: g1 > Mogi das Cruzes e Suzano / Redação: Vinicius Silva / Imagem: Reprodução/TV Globo













