Hilário da Silveira, de 67 anos, sofreu fratura no tornozelo após ser atingido por carro no centro de Belo Horizonte. Deputada Bella Gonçalves afirmou que o condutor é bolsonarista; motorista alegou que acelerou para deixar o local após uma confusão.
Um motorista de 45 anos foi preso em flagrante por suspeita de tentativa de homicídio após atropelar o aposentado Hilário da Silveira, de 67 anos, durante o ato “Mulheres com Lula”, realizado no sábado (17), no centro de Belo Horizonte. A vítima participava da manifestação política quando foi atingida por um Volkswagen Up amarelo, no cruzamento das ruas da Bahia e Tupinambás.
Segundo registros policiais e depoimentos de testemunhas, o semáforo estava fechado para os veículos enquanto os manifestantes atravessavam a rua pela faixa de pedestres. O carro teria avançado em alta velocidade e atingido o idoso. Após o atropelamento, o motorista deixou o local sem prestar socorro, de acordo com os relatos divulgados pela imprensa.
Hilário sofreu uma fratura no tornozelo esquerdo e foi levado ao Hospital João XXIII. Segundo o Poder360, ele foi posteriormente encaminhado a uma unidade particular para realizar uma cirurgia.
Deputada afirma que motorista é apoiador de Bolsonaro
A deputada estadual Bella Gonçalves (PT-MG), que estava na manifestação, divulgou imagens do atropelamento e afirmou que o motorista era bolsonarista. A parlamentar, eleita deputada federal em 2026, declarou que cobrará a apuração do caso pelas autoridades.
A associação política, porém, foi atribuída à deputada. Até o momento, as informações consultadas não demonstram que a motivação do atropelamento tenha sido comprovadamente política. A investigação deverá esclarecer se houve intenção de atingir os manifestantes e quais circunstâncias levaram o motorista a avançar com o veículo.
O episódio ocorreu durante mobilizações em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, contra Flávio Bolsonaro (PL).
Motorista alega que tentou proteger a família
Em depoimento à Polícia Militar, o condutor afirmou que havia parado no semáforo para permitir a passagem dos pedestres. Segundo sua versão, manifestantes começaram a arremessar latas e garrafas contra o veículo, atingindo sua mulher, que estava no banco do passageiro, e assustando os dois filhos do casal, de 8 e 10 anos.
O motorista disse que acelerou para deixar o local por temer novas agressões e alegou não ter percebido que havia atropelado o idoso. A mulher apresentou relato semelhante sobre a confusão. O teste do bafômetro teve resultado negativo, conforme informações divulgadas pela imprensa.
As declarações do motorista e de sua esposa ainda precisam ser confrontadas com os registros em vídeo, os depoimentos de testemunhas e os demais elementos reunidos pela polícia.
Prisão por suspeita de tentativa de homicídio
A Polícia Civil de Minas Gerais confirmou que o homem foi ouvido na 2ª Central Estadual do Plantão Digital e teve a prisão em flagrante ratificada por suspeita de tentativa de homicídio. Após os procedimentos policiais, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
A prisão não representa condenação definitiva. A investigação deverá esclarecer a dinâmica do atropelamento, a intenção do condutor e as circunstâncias que antecederam o episódio.
O caso também reforça a preocupação com a segurança em manifestações políticas. O direito à participação democrática deve ser respeitado, independentemente da posição partidária dos envolvidos. Eventuais agressões precisam ser apuradas, assim como a responsabilidade de quem coloca outras pessoas em risco.
A Justiça determinou nesta segunda-feira (19), em audiência de custódia, a liberdade provisória do motorista de 45 anos, que atropelou um homem de 67, enquanto participava de um ato pró-Lula, no último sábado (17). Segundo a decisão, Wesley Ribeiro dos Santos deverá cumprir medidas cautelares, como não se aproximar da vítima, recolhimento domiciliar noturno durante os dias úteis e em período integral aos sábados, domingo e feriados.
A decisão também estabelece comparecimento mensal em juízo, por seis meses, para informar e justificar as atividades exercidas.
Fontes: Folha de S.Paulo, CNN Brasil, Poder360 e Hoje em Dia. / Redação: Eraldo Costa | Guarulhos em Foco / Imagens:SBT News













