Apesar da convocação e da expectativa gerada por parte de alguns grupos da categoria, a greve marcada para esta quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, fracassou em todo o país. Nas principais rodovias federais e estaduais, não há registro de bloqueios ou interrupções no tráfego — e a maioria dos sindicatos negou apoio ao movimento.
Mobilização anunciada, adesão fora da curva
A paralisação foi anunciada por representantes de uma ala dissidente dos caminhoneiros, que protocolou pedido junto ao governo federal requisitando liberação para protesto. O plano incluía reivindicações como aposentadoria especial, revisão do frete mínimo e reestruturação das regras de transporte.
Mesmo assim, as principais entidades da categoria — como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos — disseram não ter sido consultadas e classificaram o movimento como sem representatividade.
Estradas livres e abastecimento estável
Na manhã desta quinta, as rodovias federais e estaduais amanheceram com tráfego normal. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou a ausência de bloqueios em todo o território nacional


No Distrito Federal, por exemplo, bases de combustíveis e distribuição funcionaram normalmente, sem faltas nos postos nem interrupção no abastecimento.
Greve virou tentativa solitária, sem peso real
O que prometia ser uma paralisação de impacto transformou-se em um flagrante de divisão. Com poucas adesões, ausência de apoio institucional e pautas misturadas a agendas políticas, o movimento perdeu força antes mesmo de encarnar nas estradas.
Para quem esperava desabastecimento, filas de caminhões e mercado parando — o cenário foi outro. O dia seguiu com cotidiano quase normal, como se a tal greve tivesse sido esquecida na beira da estrada.
Por que a tentativa fracassou
- Sem representação formal: os sindicatos oficiais não deram respaldo nem convocaram a categoria.
- Mobilização fraca: poucos manifestantes, sem coordenação nacional.
- Falta de clara agenda setorial: pautas misturadas com pedidos de anistia e causas políticas extra-categoria enfraqueceram credibilidade.
- Medo de prejuízos financeiros: com risco de perder renda, muitos caminhoneiros optaram por não aderir.
Fonte: www.veja.abril.com.br / Redação: Eraldo Costa / Imagens: © Polícia Rodoviária Federal/Bahia
BR-376, no Paraná: PRF não recebeu qualquer comunicação formal sobre paralisações nas vias do país nesta quinta-feira (4), data para a qual grupo de caminhoneiros havia convocado greve (Foto: Gabriel Rosa/AEN) / Tráfego normal no km 78 da Via Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, no início da tarde desta quinta-feira (CCR RioSP/Divulgação)














