O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento das investigações sobre a morte do cão comunitário Orelha, após um novo laudo pericial indicar que o animal não sofreu agressões ou tortura por ação humana
O caso do cão comunitário Orelha, que provocou comoção nacional no início de 2026, ganhou uma reviravolta após novos laudos periciais e manifestação do Ministério Público de Santa Catarina concluírem que não há provas concretas de tortura ou agressão direta contra o animal.
Segundo o MPSC, a investigação conduzida inicialmente pela Polícia Civil apresentou falhas na cronologia dos fatos, inconsistências em imagens de câmeras de segurança e relatos baseados em “ouvi dizer” e publicações de redes sociais. O órgão pediu o arquivamento do caso na última sexta-feira (8).
Perícia não encontrou lesões compatíveis com maus-tratos
A nova perícia realizada após a exumação do corpo do animal não identificou fraturas ósseas, perfurações ou sinais conclusivos de violência extrema, contrariando versões que circularam nas redes sociais durante a repercussão do caso.
Os exames apontaram que Orelha apresentava uma infecção óssea grave e crônica na mandíbula, quadro considerado mais compatível com o estado clínico do animal antes da eutanásia.
O Ministério Público também afirmou que imagens analisadas pela perícia mostram que os adolescentes investigados não estiveram próximos do cão no período apontado inicialmente pela investigação policial. Segundo o órgão, houve divergência de aproximadamente 30 minutos nos horários registrados pelas câmeras utilizadas no inquérito.
Caso provocou repercussão nacional
O caso envolvendo o cão comunitário Orelha mobilizou protestos em diversas cidades brasileiras e ganhou ampla repercussão nas redes sociais após denúncias de supostos maus-tratos ocorridos na Praia Brava, em Florianópolis.
Com a revisão pericial e o pedido de arquivamento apresentado pelo Ministério Público, o caso entra agora em uma nova fase jurídica. A decisão final sobre o encerramento ou continuidade das investigações caberá à Justiça catarinense.
Reflexão dos fatos
Informações sem base técnica, compartilhadas antes da conclusão final das investigações, podem impactar uma cidade inteira com julgamentos precipitados. Como você avalia o peso das redes sociais na construção dessas narrativas antes mesmo da apuração dos fatos
Fonte | G1 | Concepção do Texto : Eraldo Costa | 📷: Foto: Reprodução / Redes sociais














