Programa oferece crédito mais baixo: vale a pena comprar carro elétrico ou 1.0 com o novo programa do governo? Especialistas apontam vantagens para cada perfil.
O governo federal lançou o programa Move Brasil Táxi e Aplicativos, uma nova linha de crédito que prevê até R$ 30 bilhões para financiamento de veículos novos destinados a taxistas e motoristas de aplicativo. A iniciativa terá juros abaixo das taxas praticadas pelo mercado e faz parte do pacote de renovação de frota anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O programa Move Brasil Táxi e Aplicativos oferece juros baixos para carros novos de até R$ 150 mil, mas não há diferença de taxa por modelo específico; os juros são fixados por categoria (homem/mulher) e valem para qualquer carro elegível dentro do limite de preço e do programa de sustentabilidade. Em outras palavras: alguns carros não têm juros “menores” que outros, todos pagam basicamente a mesma taxa de juros no programa, desde que sigam as regras.
Apesar da expectativa criada no mercado, o programa não estabelece juros menores para marcas ou modelos específicos. As taxas são definidas por categoria do beneficiário e valem para qualquer veículo enquadrado nas regras do programa.
Como funcionam os juros do Move Brasil
As taxas previstas atualmente giram em torno de:
- homens: cerca de 12,6% ao ano;
- mulheres: aproximadamente 11,5% a 11,6% ao ano.
Na prática, o custo do financiamento muda mais pelo valor do veículo do que pela marca escolhida.
O programa contempla carros novos considerados mais eficientes ou sustentáveis, incluindo:
- modelos flex;
- híbridos;
- elétricos.
Marcas como Volkswagen, Fiat, Hyundai, Renault, Toyota, GM, Peugeot e BYD aparecem entre as principais beneficiadas pelo novo cenário de crédito.
Quais carros ficam mais baratos no financiamento
Como a taxa de juros é praticamente igual para todos os modelos elegíveis, os veículos mais baratos acabam gerando parcelas menores e menor custo final de financiamento.
Entre os modelos vistos como mais acessíveis para motoristas de aplicativo estão:
- Renault Kwid;
- Chevrolet Onix e Onix Plus;
- Volkswagen Polo;
- Fiat Cronos;
- Hyundai HB20;
- Fiat Mobi;
- Volkswagen Virtus 1.0 TSI.
SUVs compactos também começam a ganhar espaço no setor, principalmente:
- Volkswagen T-Cross;
- Honda HR-V.
Além do preço menor, concessionárias devem lançar campanhas extras com descontos adicionais para profissionais cadastrados em aplicativos e taxistas.
Vale mais a pena elétrico ou carro tradicional?
O debate entre carros elétricos e modelos 1.0 ou 1.6 flex ganhou força com o programa federal.
Para quem roda longas distâncias diariamente em centros urbanos, os elétricos começam a apresentar vantagem operacional relevante.
Modelos como:
- BYD Dolphin Mini;
- Renault Kwid E-Tech;
- JAC E-JS1;
apresentam custo de energia significativamente menor em comparação aos veículos abastecidos com etanol ou gasolina.
Outro ponto favorável é a manutenção reduzida. Carros elétricos possuem menos componentes mecânicos sujeitos a desgaste, reduzindo gastos com óleo, escapamento e transmissão.
Estrutura de recarga ainda limita expansão
Apesar da economia, especialistas avaliam que a infraestrutura de recarga ainda é um dos principais obstáculos para motoristas de aplicativo.
Quem não possui garagem com carregador próprio ou depende exclusivamente de pontos públicos pode enfrentar dificuldades operacionais.
Além disso, o valor inicial mais elevado e o custo do seguro ainda pesam na decisão de compra.
Modelos flex seguem fortes no mercado
Mesmo com o avanço dos elétricos, os veículos 1.0 turbo e 1.6 flex continuam sendo vistos como opções mais seguras no curto prazo.
Entre as vantagens:
- manutenção mais barata;
- ampla rede de oficinas;
- facilidade de revenda;
- maior autonomia;
- abastecimento rápido.
Para motoristas que atuam em viagens intermunicipais, aeroportos ou regiões sem infraestrutura de recarga, os flex seguem dominando a preferência.
Mercado aposta nos híbridos como ponto de equilíbrio
Concessionárias e analistas do setor avaliam que os híbridos podem ocupar o espaço intermediário nos próximos anos.
Hoje, o mercado aponta:
flex tradicionais como opção mais segura para renda imediata.
híbridos como melhor equilíbrio entre autonomia e economia;
elétricos como tendência para uso urbano intenso;
O Move Brasil deve começar a operar oficialmente nas próximas semanas, a partir de 19 de junho, após regulamentação dos bancos parceiros e validação das linhas de crédito pelo governo federal.
Fonte: Própria | Concepção do Texto e Imagem: Eraldo Costa | 📷: Qwen/GPT














