No Dia Mundial da Energia, EDP destaca cinco pontos que pequenas empresas e consumidores residenciais precisam saber sobre a abertura gradual do mercado
O mercado livre de energia elétrica, conhecido como Ambiente de Contratação Livre (ACL), começa a entrar em uma nova fase no Brasil e deverá atingir milhões de consumidores nos próximos anos. A partir de 2027, pequenas e médias empresas poderão escolher de quem comprar energia elétrica. Já os consumidores residenciais devem ganhar esse direito em 2028.
A mudança faz parte do processo de modernização do setor elétrico brasileiro conduzido pelo Ministério de Minas e Energia e regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
No Dia Mundial da Energia, celebrado nesta sexta-feira (29), a EDP Brasil destacou os principais pontos que consumidores e empresários precisam entender sobre o funcionamento do novo modelo.
Segundo a empresa, o mercado livre já movimenta grande parte da energia consumida no país. Apenas em 2025, a companhia comercializou 7,04 TWh de energia para mais de 800 clientes no ambiente livre.
1. Consumidor poderá escolher de quem comprar energia
Atualmente, a maioria da população faz parte do chamado mercado cativo, no qual a distribuidora local é a única fornecedora e os preços são definidos pela Aneel.
Com o mercado livre, consumidores poderão escolher a empresa fornecedora de energia, negociar preços, prazos de contrato e até optar por energia de fontes renováveis, como solar e eólica.
Segundo Stella Fuão, diretora Comercial da EDP na América do Sul, o novo modelo deve ampliar a concorrência e estimular soluções mais personalizadas.
“A lógica é semelhante à de setores como telecomunicações, onde o consumidor pode escolher o fornecedor”, explicou.
2. Conta de luz poderá ficar mais barata
Entre os principais atrativos do mercado livre está a possibilidade de economia na conta de energia.
Dados da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia apontam que a abertura total do setor pode gerar até R$ 35 bilhões por ano em economia para consumidores residenciais e pequenos negócios.
Dependendo do perfil de consumo e das condições contratuais, a redução mensal pode chegar a 30%.
Além disso, contratos mais longos ajudam a reduzir impactos causados pelas oscilações tarifárias do mercado regulado.
3. Pequenas empresas entram primeiro; residências depois
A abertura do mercado acontecerá de forma gradual.
- Pequenas e médias empresas poderão aderir ao mercado livre a partir de 2027;
- Consumidores residenciais deverão ter acesso ao modelo em 2028.
A expectativa do setor é ampliar a concorrência e aumentar o número de consumidores com liberdade de escolha.
4. Distribuidora continuará responsável pela rede elétrica
Mesmo com a abertura do mercado, a distribuidora local continuará responsável pela infraestrutura elétrica, manutenção da rede e fornecimento até os imóveis.
Postes, cabos, transformadores e a qualidade do abastecimento permanecerão sob responsabilidade das concessionárias.
O que muda será apenas a contratação da energia.
5. Não será necessário instalar placas solares
A EDP também esclareceu que aderir ao mercado livre não exige instalação de painéis solares ou qualquer alteração estrutural no imóvel.
O consumidor continuará recebendo energia normalmente pela rede elétrica tradicional, mantendo a mesma qualidade e segurança no fornecimento.
Mercado livre já cresce no Brasil
Segundo a CCEE – Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, cerca de 85 mil consumidores já participam do mercado livre no Brasil.
Somente em 2025, mais de 21 mil novos consumidores migraram para o modelo. Atualmente, o ambiente livre representa cerca de 43% de toda a energia consumida no país.
Fonte: Crédito: EDP / Redação 📷: Stella Fuão, diretora Comercial da EDP na América do Sul | Redação














