Mobilização nas redes sociais e pedidos da campanha petista ampliam a cobrança por verificação de declarações; formato da checagem ainda precisa de esclarecimento oficial
A poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, a TV Globo enfrenta pressão para implementar a checagem de fatos durante o debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcado para sexta-feira (23), após o Jornal Nacional.
Um abaixo-assinado publicado na plataforma Change.org mobilizou eleitores que defendem a verificação de informações em tempo real. A iniciativa ganhou força depois do confronto realizado pela Band no domingo (18), quando declarações dos dois candidatos foram questionadas por serviços de checagem.
Campanha de Lula pede verificação ao vivo
A cobrança também chegou às negociações entre as campanhas e a emissora. A equipe de Lula formalizou o pedido para que as declarações dos presidenciáveis sejam verificadas durante o confronto.
Segundo informações publicadas pelo Poder360, as conversas envolviam a possibilidade de divulgar checagens em tempo real no portal g1. Esse formato, porém, é diferente de exibir correções simultaneamente na transmissão televisiva.
Até o momento, as informações consultadas não confirmam que a Globo tenha anunciado oficialmente a adoção da checagem na tela durante o debate. Por isso, a mobilização popular e as negociações não devem ser apresentadas como uma decisão já tomada pela emissora.
Entidades também vão acompanhar as declarações
A cobrança por transparência não depende apenas da iniciativa da Globo. A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em parceria com a Rede Nacional de Combate à Desinformação (RNCD), a Intercom e a Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), organiza uma rede para verificar as falas dos candidatos em tempo real.
A proposta é divulgar as análises em canais próprios, permitindo que o público consulte as verificações durante o confronto.
Debate ocorre a dois dias da votação
O encontro está marcado para sexta-feira (23), dois dias antes do segundo turno, previsto para domingo (25). O momento aumenta a importância da precisão das informações apresentadas pelos candidatos e da capacidade dos eleitores de conferir dados e declarações.
A checagem jornalística não substitui o debate nem determina a escolha do eleitor. Seu papel é confrontar afirmações com documentos, estatísticas e fontes confiáveis, distinguindo informações comprovadas, imprecisas, falsas ou que ainda não podem ser verificadas.
A expectativa agora é esclarecer como as verificações serão disponibilizadas e se haverá alguma mudança no formato previamente acordado para o último confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Fonte: Redação | Concepção do Texto e Imagem: Eraldo Costa | 📷: Arte/FENAJ













