Sonegação bilionária: MPSP investiga mais cinco empresas por esquema de sonegação.
A Operação Ícaro, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gedec), expande seu alcance. Agora, além da Ultrafarma, outras empresas de grande porte estão sob investigação por um suposto esquema de fraudes fiscais. Entre elas estão a Fast Shop, Oxxo, Kalunga, Rede 28 e Allmix Distribuidora. Documentos apreendidos e trocas de e-mails sugerem que o contador Agnaldo de Campos atuava como intermediário. Ele teria conectado as companhias ao auditor público Artur, já detido, com o objetivo de negociar a redução de débitos tributários mediante pagamentos ilícitos.
Revelações de delator expõem a mecânica da fraude
As investigações ganharam força com o depoimento de Manoel Conde Neto, ex-sócio da Farma Conde. Ele revelou que a Ultrafarma teria omitido cerca de 60% de seu faturamento em um elaborado esquema de sonegação fiscal. O caso, apurado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), está relacionado a ressarcimentos fraudulentos de ICMS-ST e configura um dos maiores desvios já identificados na área tributária do estado.
Acordos e prisões traçam o primeiro desfecho
A gravidade do caso levou a desdobramentos significativos. Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, reconheceu sua participação e concordou em pagar R$ 32 milhões para encerrar os processos. Após o pagamento de uma fiança de R$ 25 milhões, Oliveira foi liberado. Em contrapartida, Mário Otávio Gomes, da Fast Shop, permanece sob custódia temporária. O MPSP destaca que o esquema permitia que as empresas manipulassem as bases de cálculo dos impostos, resultando em prejuízos multimilionários para o estado. A Kalunga, inclusive, foi citada em relatórios após uma tentativa fracassada de ressarcimento de créditos fiscais.
O futuro da investigação e seus próximos passos
Atualmente, seis pessoas, incluindo auditores e intermediários, estão detidas. O Gedec continua a analisar evidências, como mensagens trocadas entre o setor jurídico da Oxxo e os operadores do esquema. Além disso, a investigação busca entender o uso do certificado digital de Alberto Murakami, ex-fiscal envolvido no caso. A prioridade agora é rastrear o fluxo financeiro para identificar outros beneficiários da rede criminosa. O MPSP trabalha para quantificar o total desviado, um valor que pode atingir cifras ainda mais elevadas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br/ Redator: Eraldo Costa / Imagem: Divulgação














