A Casa da Mulher Clara Maria, localizada na Vila Galvão, iniciou neste mês a segunda edição do curso de informática básica destinado exclusivamente a mulheres. A iniciativa, que atende 40 alunas divididas em dois grupos, é organizada pela Subsecretaria de Políticas para as Mulheres em parceria com o Senai Brás e acontece às terças-feiras, nos períodos da manhã e da tarde.
Conhecimento que abre portas
De acordo com a subsecretária Vanessa de Jesus, a proposta vai além do aprendizado técnico. O curso busca fortalecer a autoestima, ampliar a autonomia e garantir a inclusão digital das participantes. Para ela, o empenho das instrutoras somado à determinação das alunas reforça a importância de criar espaços que valorizem o protagonismo feminino.
Cada trajetória apresentada em sala de aula mostra que o conhecimento é capaz de transformar vidas. Seja para retomar a carreira, iniciar um projeto pessoal ou simplesmente acompanhar as mudanças do mundo conectado, as mulheres encontram ali novas oportunidades.
Compromisso com a igualdade
A Subsecretaria, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos, mantém a proposta de ampliar a participação feminina em diferentes setores. O objetivo é fortalecer políticas públicas que assegurem direitos e ampliem horizontes por meio da educação e da capacitação profissional.
O que as alunas aprendem
Durante as aulas, o conteúdo aborda desde noções básicas de digitação e formatação de textos até a elaboração de planilhas, apresentações de slides e criação de documentos no Libre Office. Segundo a pedagoga e instrutora do Senai, Edina Oliveira Belém da Silva, as turmas demonstram grande motivação e chegam abertas para adquirir novos conhecimentos.
Histórias de transformação
Entre as participantes está Marinalva de Almeida Martins, de 64 anos. Aposentada, ela cuidou da mãe com Alzheimer por 15 anos e agora busca no curso uma forma de se atualizar. Sem computador em casa, utiliza o celular para treinar, mas pretende adquirir um equipamento em breve.
Outra aluna, Maria Claudia Cotrim Matos de Lara, de 54 anos, enxerga na informática uma chance de desenvolver atividades em home office e ampliar seu campo de atuação. Ela também acredita que os conhecimentos adquiridos irão contribuir no curso de teologia que realiza paralelamente.
Essas experiências reforçam como a inclusão digital pode servir de ponte entre passado e futuro, abrindo possibilidades para quem deseja seguir aprendendo e se reinventando.














