Decisão ocorre após impasse regulatório e pressão por regras mais rígidas; empresa passa a focar em delivery e parcerias com o município
A plataforma 99 decidiu abandonar definitivamente o projeto de mototáxi na cidade de São Paulo após mais de um ano de disputas com a gestão municipal. A decisão foi tomada após reunião com o prefeito Ricardo Nunes e marca uma mudança de estratégia da empresa.
Segundo informações divulgadas, a companhia passará a concentrar suas operações em serviços de entrega e mobilidade já consolidados.
Impasse regulatório inviabilizou operação
O recuo ocorre após uma longa disputa iniciada em 2023, quando a Prefeitura de São Paulo proibiu o transporte de passageiros por motocicletas na cidade. Desde então, o tema foi alvo de decisões judiciais divergentes e tentativas de regulamentação.
Em 2025, novas regras municipais estabeleceram exigências como:
- Cadastro prévio de motoristas
- Uso de placa vermelha
- Restrições de circulação em áreas da cidade
Empresas do setor consideraram as medidas excessivamente restritivas, classificando o modelo como inviável na prática.
Mudança de estratégia da empresa
Diante do cenário de insegurança jurídica, a 99 optou por encerrar o projeto. A empresa informou que pretende:
- Ampliar operações no delivery
- Investir em soluções para motociclistas
- Firmar parcerias com a Prefeitura voltadas à segurança viária
A decisão também representa uma reaproximação com o poder público após meses de embate.
Segurança pesou na decisão
A gestão municipal sempre defendeu restrições ao serviço, citando riscos no trânsito. Um dos episódios que reforçaram essa posição foi um acidente fatal envolvendo passageiro durante testes da modalidade em 2025.
O prefeito afirmou que a cidade exige cautela diante da complexidade do trânsito e dos riscos associados ao transporte por motocicletas.
Cenário segue indefinido para o setor
Mesmo com a saída da 99, o debate sobre mototáxi em São Paulo permanece aberto. Outras plataformas ainda demonstram interesse na operação, mas enfrentam o mesmo ambiente regulatório.
Na prática, especialistas avaliam que as exigências atuais tornam o serviço difícil de viabilizar, o que pode afastar novas iniciativas no curto prazo.
Fonte: G1 | Texto e Concepção de Imagem: Eraldo Costa | 📷: I CNN/Divulgação














