Relatório da Casa Branca aponta supostas barreiras comerciais e questiona modelo brasileiro de pagamentos e tarifas
O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, ampliou a pressão comercial sobre o Brasil ao divulgar um relatório que critica diretamente políticas econômicas e financeiras do país, com destaque para o sistema de pagamentos Pix e as regras do Mercosul.
O documento, elaborado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, sustenta que práticas brasileiras estariam criando dificuldades para empresas americanas operarem no país e aumentando a incerteza no ambiente de negócios.
Pix entra no centro da disputa
O relatório aponta o Pix como um dos principais pontos de preocupação. Segundo o governo americano, o fato de o sistema ser operado e regulado pelo Banco Central poderia gerar vantagem competitiva para instituições locais em detrimento de empresas estrangeiras.
A crítica reflete uma disputa maior no setor financeiro, já que o Pix se consolidou como principal meio de pagamento no Brasil, com ampla adoção pela população e custos reduzidos em comparação a cartões tradicionais.
Mercosul e tarifas também são alvo
Outro foco do documento são as regras do Mercosul, especialmente no que diz respeito às tarifas de importação.
Os Estados Unidos afirmam que há falta de previsibilidade nas alíquotas brasileiras, o que dificultaria o planejamento de exportadores americanos.
Além disso, o relatório critica políticas tributárias como a chamada “taxa das blusinhas” e aponta tarifas consideradas elevadas em setores como automóveis, eletrônicos e aço.
Pressão vem em meio a tensão comercial
A ofensiva ocorre no contexto de uma relação comercial já tensionada entre os dois países. Em 2025, os EUA chegaram a impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, justificando a medida com base em supostas práticas comerciais desleais.
O Brasil, por sua vez, rebate as críticas e sustenta que suas políticas seguem regras internacionais, além de defender o Pix como uma inovação que amplia a inclusão financeira.
Disputa vai além da economia
Analistas avaliam que o embate não se limita a tarifas ou regulamentação. O avanço de sistemas como o Pix tem impacto direto sobre o modelo global de pagamentos, tradicionalmente dominado por grandes empresas internacionais.
Na prática, o relatório da Casa Branca sinaliza uma tentativa de manter a hegemonia do dólar e dos setores financeiro e comercial, historicamente dominados por bancos e empresas americanas como American Express, Mastercard, Visa e Diners Club, entre outros, ampliando a pressão sobre o sistema financeiro brasileiro e o Mercosul em múltiplas frentes.
Fonte: Brasil247 / | Texto e Concepção de Imagem: Eraldo Costa | 📷: IA | GPT














