Laudo depende de imagens da carceragem; investigação segue sem indícios de participação de terceiros
Um mês após a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte ainda não concluiu o laudo definitivo sobre a causa do óbito. A perícia solicitou acesso às imagens das câmeras da carceragem da Polícia Federal (PF), consideradas essenciais para fechar o diagnóstico.
O caso ganhou repercussão nacional por envolver um dos principais operadores do banqueiro Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero.
Dependência de imagens trava conclusão do laudo
O corpo deu entrada no IML em 7 de março, após confirmação de morte encefálica no Hospital João XXIII.
Exames preliminares nas roupas descartaram a presença de substâncias químicas ou drogas que pudessem ter influenciado o quadro. No entanto, a perícia ainda depende da análise das imagens da cela, encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), para reconstruir com precisão a dinâmica do ocorrido.
As gravações são consideradas peça-chave, já que registraram toda a movimentação dentro da carceragem, sem pontos cegos, segundo a própria PF.
Morte ocorreu após tentativa dentro da cela da PF
Mourão foi preso em 4 de março de 2026, em Belo Horizonte, e tentou tirar a própria vida horas depois, ainda sob custódia da PF.
Ele foi socorrido por agentes e encaminhado ao hospital, onde teve morte confirmada dois dias depois, após protocolo de morte encefálica — procedimento médico que, no Brasil, caracteriza legalmente o óbito.
Investigação segue sem indícios de terceiros
A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. Até o momento, não há indícios de participação de terceiros, e a principal linha de investigação segue como ato individual.
As imagens da cela também foram enviadas ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo, que acompanha o processo.
Contexto: operador-chave de esquema investigado
Conhecido como “Sicário”, Mourão era apontado pela PF como responsável por ações de monitoramento, coleta de dados e intimidação dentro de um grupo ligado a Vorcaro.
Ele foi preso na terceira fase da operação, que investiga fraudes financeiras, acesso ilegal a sistemas e práticas de coerção.
Fonte: ICL Notícias | Texto e Concepção de Imagem: Eraldo Costa | 📷: IA | Gemini














