Militares foram detidos por 30 dias após episódio que gerou repercussão internacional; governo prometeu reparação do símbolo religioso
O governo de Israel anunciou a punição de dois soldados e a substituição de uma estátua de Jesus Cristo destruída no sul do Líbano, após um episódio que provocou forte reação internacional e críticas de líderes religiosos.
Punição após repercussão global
Os dois militares foram condenados a 30 dias de detenção e afastados de funções de combate depois que um deles foi flagrado destruindo o monumento com um objeto pesado, enquanto outro registrava a ação. O caso ocorreu na vila cristã de Debel e ganhou repercussão mundial após imagens circularem nas redes sociais.
As Forças de Defesa de Israel classificaram a conduta como uma violação grave dos valores militares, e outros soldados presentes no local também passaram a ser investigados por não impedirem o ato.
Governo promete reconstrução
Diante da pressão internacional, o Exército israelense informou que substituiu a estátua destruída, em coordenação com a comunidade local, como forma de reparar o dano causado e reduzir o impacto diplomático do episódio.
Autoridades israelenses também pediram desculpas públicas e reforçaram o compromisso com o respeito a símbolos religiosos, especialmente em áreas de conflito.
Condenação internacional
O episódio foi amplamente condenado por líderes cristãos, autoridades políticas e representantes internacionais. O Vaticano e governos estrangeiros classificaram o ato como desrespeito ao patrimônio religioso e cobraram responsabilização dos envolvidos.
O primeiro-ministro israelense também se manifestou, afirmando que o comportamento dos soldados não representa os valores do país e prometendo medidas rigorosas.
Contexto de tensão na região
O caso ocorre em meio às operações militares no sul do Líbano, região marcada por conflitos recentes e sensibilidade religiosa. Especialistas apontam que episódios como esse ampliam tensões diplomáticas e reforçam o debate sobre a proteção de patrimônios culturais em áreas de guerra.
Fonte: Gazeta do Povo | Texto e Concepção de Imagem: Eraldo Costa | 📷: Foto: EFE/ Agencia de noticias ISNA














