Gustavo de Castro Campos, titular da 2ª Vara de Mococa, foi localizado morto em um veículo incendiado em São João da Boa Vista; câmeras registraram compra de combustível horas antes, mas circunstâncias da morte não foram esclarecidas publicamente
A morte do juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, encontrado carbonizado dentro do próprio carro em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, é investigada pela Polícia Civil. O caso ocorreu na noite de 7 de outubro e ganhou repercussão após a divulgação de imagens que mostram o magistrado comprando gasolina poucas horas antes de ser encontrado morto. <Cite refs={[“turn520393search0″,”turn520393search4”]}/>
O magistrado era titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa e integrava o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) desde 2014. Seu corpo foi localizado na região da Fazenda Aliança, na zona rural do município.
Compra de gasolina antecedeu a ocorrência
Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela imprensa mostram Gustavo chegando a um posto de combustível, retirando um galão do veículo e solicitando que um funcionário colocasse gasolina no recipiente.
Mais tarde, equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a uma ocorrência de incêndio em um automóvel na área rural. Um trabalhador que passava pelo local tentou conter as chamas com o auxílio de uma retroescavadeira.
Após o fogo ser controlado, o corpo foi encontrado no banco do motorista. Durante os levantamentos iniciais, os peritos localizaram um recipiente com odor de gasolina na parte dianteira do veículo, próximo aos pedais.
A polícia não confirmou publicamente se o galão encontrado no carro era o mesmo registrado pelas câmeras do posto. A sequência dos acontecimentos, por si só, também não determina como a morte ocorreu.
Polícia investiga as circunstâncias da morte
O caso foi registrado como morte suspeita e encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista. A Polícia Civil solicitou exames periciais, incluindo o exame necroscópico, para auxiliar no esclarecimento da ocorrência. <Cite refs={[“turn520393search0″,”turn520393search1”]}/>
Na apuração inicial, não foram identificados sinais aparentes de ferimentos provocados por arma de fogo ou arma branca. Os documentos pessoais e a aliança do magistrado permaneceram com ele, segundo relatos publicados pela imprensa.
Até a última atualização localizada nesta pesquisa, não havia uma conclusão oficial publicamente confirmada sobre a causa da morte. Também não foi possível confirmar eventual prisão de suspeitos ou o encerramento do inquérito.
Trajetória na magistratura
Natural de Mogi das Cruzes, Gustavo de Castro Campos formou-se em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Antes de ingressar na magistratura, trabalhou como advogado e atuou como delegado da Polícia Civil do Espírito Santo.
O juiz passou por diferentes comarcas até assumir a titularidade da 2ª Vara de Mococa. O TJSP divulgou nota de pesar e manifestou solidariedade aos familiares e amigos.
O sepultamento ocorreu em 9 de outubro, no Cemitério Gethsêmani do Morumbi, na capital paulista. A investigação permanece fundamental para esclarecer o que aconteceu entre a compra do combustível e o incêndio do veículo, sem antecipar conclusões sobre a causa da morte.
Fonte: g1 > Mogi das Cruzes e Suzano / Redação / Imagem:













