Melina Girardi Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, foi vítima de agressão verbal e física em Curitiba, Paraná. O incidente ocorreu na sexta-feira, 13 de setembro de 2025, quando Melina estava saindo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde atua como professora e diretora da Faculdade de Direito. Ela foi xingada de “lixo comunista” e recebeu uma cusparada de um homem não identificado.
Quem é Melina Girardi Fachin?
Melina Girardi Fachin é filha do ministro do STF Edson Fachin. Ela é uma jurista renomada, professora e diretora da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Sua atuação acadêmica e profissional é reconhecida no meio jurídico.

Detalhes e motivação do incidente
O ataque ocorreu no momento em que Melina deixava o prédio histórico da UFPR. Um homem, descrito como branco e sem identificação, aproximou-se e proferiu xingamentos como “lixo comunista”, culminando em uma cusparada no rosto da professora. A motivação aparente para o incidente é de cunho político-ideológico, com o agressor utilizando termos pejorativos associados a críticas à esquerda política e, possivelmente, em retaliação a decisões do STF, especialmente após a recente condenação de Jair Bolsonaro.
O marido de Melina, Hoffmann, expressou a indignação dela com o ocorrido e pediu a responsabilização urgente do agressor, bem como daqueles que incitam a violência e o ódio.
O agressor
Até o momento da elaboração deste relatório, o agressor não foi formalmente identificado pelas autoridades. Ele é descrito como um homem branco. As investigações estão em andamento para localizar e responsabilizar o indivíduo.
Repercussão e reações
O incidente gerou ampla repercussão e condenação por parte de diversas entidades e personalidades. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por meio da Comissão Nacional de Direitos Humanos, repudiou a agressão, destacando a intolerância e a violência como inaceitáveis. Políticos, juristas e instituições acadêmicas também se manifestaram em solidariedade a Melina Fachin e em defesa da liberdade de expressão e do respeito no debate público.
A hostilização de uma parente ligada a um dos ministros do STF reforça a urgência de promover tolerância, diálogo e segurança em um cenário de radicalização, marcado também por ameaças externas e pela proximidade das eleições de 2026. O caso ressalta a crescente polarização política no Brasil e a escalada da violência verbal e física contra figuras públicas e seus familiares, especialmente aqueles ligados ao Poder Judiciário.
Fonte: www.otempo.com.br / Redação: Eraldo Costa / Imagem: Divulgação














