A partir de 26 de janeiro de 2026, a tradicional prova de baliza (estacionamento paralelo) deixa de ser obrigatória na etapa prática do exame para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria B (carro) em parte do país. A mudança foi confirmada pelos Detrans de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Espírito Santo, de acordo com portarias estaduais alinhadas às normas nacionais.
Mudanças nos exames práticos
Nos estados que adotaram a nova regra, a avaliação deixou de ter a manobra de baliza isolada, realizada em pátio ou área específica, e passou a focar exclusivamente no desempenho do candidato em trajeto real de trânsito urbano ou rural, sob acompanhamento do examinador de trânsito. Dessa forma, pontos como conversões, uso de setas, paradas corretas e condução segura ganham maior peso na avaliação.
No Mato Grosso do Sul, além de dispensar a baliza tradicional, a portaria do Detran local determinou que o exame tenha duração mínima de 10 minutos, com execução de conversões à esquerda e à direita, retornos e três estacionamentos laterais durante o percurso. O candidato pode acumular até 10 pontos negativos antes de ser considerado reprovado, em linha com categorias de infrações do Código de Trânsito Brasileiro.
Já o Detran-SP também anunciou a retirada da baliza no formato tradicional, passando a avaliar o candidato apenas no trajeto de rua, com foco em conduta segura e obediência às normas de trânsito.
Nos Estados do Amazonas e Espírito Santo, a dispensa foi confirmada pelas respectivas autarquias de trânsito, que seguiram normas semelhantes às demais, concentrando a avaliação em situações práticas de circulação viária.
Por que a mudança foi adotada
Os Detrans que implementaram a alteração afirmam que a baliza isolada não reflete diretamente as habilidades cotidianas necessárias ao trânsito real. Ao priorizar o trajeto com situações reais de circulação, a intenção é avaliar a capacidade do candidato em conduzir um veículo com segurança, observando regras de trânsito que serão exigidas no dia a dia.
Outro argumento apresentado pelas autoridades de trânsito é a redução de reprovações devido ao nervosismo ou à técnica restrita da baliza, que historicamente liderava as causas de reprovação entre candidatos.
Adaptação e perspectivas
A retirada da baliza como etapa obrigatória segue a tendência de modernização dos exames práticos, que já estão sendo debatidos no âmbito do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, previsto pela Resolução Contran nº 1.020/2025, cuja intenção é padronizar procedimentos em todo o país. Enquanto o manual não entra em vigor, os órgãos estaduais têm autonomia para ajustar suas regras com base nas diretrizes nacionais.
Autoescolas e candidatos devem ficar atentos às mudanças, que buscam alinhar os exames à realidade do trânsito e às práticas cotidianas, sem comprometer a segurança dos futuros motoristas e dos demais usuários das vias.
Fonte: sptv/Globo / Redação: Erlado Costa / Imagem: IA/Canva














