Mudança autorizada pelo STF ocorre durante negociações de colaboração e reacende debate sobre tratamento diferenciado no sistema prisional.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido na segunda-feira (23/03/2026) para a mesma cela ocupada anteriormente por Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A mudança, autorizada pelo ministro André Mendonça do STF, ocorreu após avanços nas negociações de delação premiada e assinatura de termo de confidencialidade com a PF e PGR.
A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa.
Transferência atende pedido da defesa
A defesa de Vorcaro solicitou a mudança alegando condições inadequadas na cela anterior, o que foi acatado pelo STF. Com isso, o banqueiro deixou a carceragem comum e passou a ocupar uma sala mais ampla dentro da própria unidade da Polícia Federal.
O espaço, conhecido como “sala de Estado-Maior”, já foi utilizado por outras autoridades em situações semelhantes.
Cela já foi usada por Bolsonaro
O novo local de custódia ganhou repercussão por ter sido ocupado anteriormente por Jair Bolsonaro durante período em que esteve detido na PF.
Segundo apurações, a estrutura possui cerca de 12 m², banheiro privativo e melhores condições físicas, embora sem a garantia de itens como televisão.
A legislação prevê esse tipo de acomodação para determinados perfis de detentos, o que diferencia o ambiente das celas comuns do sistema prisional.
Delação no radar das investigações
A transferência acontece em paralelo ao avanço das negociações de colaboração premiada. Vorcaro foi preso no âmbito de investigações sobre supostos crimes financeiros ligados ao Banco Master.
Nos bastidores, a permanência na sede da Polícia Federal é vista como estratégica, já que facilita depoimentos, reuniões com investigadores e tratativas sigilosas.
Debate sobre tratamento diferenciado
A mudança reacende discussões sobre isonomia no sistema prisional e critérios para concessão de condições diferenciadas a determinados investigados.
Especialistas apontam que, embora prevista em lei, a utilização de salas de Estado-Maior frequentemente gera questionamentos públicos sobre privilégios e transparência.
Fonte: Própria | Texto e Concepção de Imagem: Eraldo Costa | 📷: IA | Qwen














